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05/01/2005 22:27
A essa hora ninguém vai me erguer nas mãos me afastando da água. Nem eu mesma vou me erguer da água que apodreça infiltrando.
Eu já não era.
Eu já não tinha mais nome, eu tinha fugido de uma coisa que era eu mesma na névoa cor de rosa a noite era chuva de lama me cobria de estrelas me cobria de ácido para arrancar-me a pele eu que não mereço mais nada eu que não tenho mais nada entrego a pele para fazer casaco
Faz casaco da minha pele pra te vestir no Carnaval
Circo no meu sangue
Banquete do meu sangue
Esfrega no chão cruas minhas vísceras espalha tripa no chão o peso carregado de carne mole Eu sou isso se te choca ou te enoja eu sou isso do avesso a carne pra fora eu dou nojo, eu que sou nua sem pudor de me virar do avesso eu sou tripa eu sou sangue eu sou sua
enviada por paulelena
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